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⚠️ Atualização – 16 de março de 2026⚠️
Desde a tempestade de 28 de janeiro tenho tentado reconstruir a vida passo a passo. Graças à ajuda que recebemos através desta campanha conseguimos ultrapassar as primeiras semanas difíceis e garantir necessidades básicas, alimentação, deslocações, lavandaria e alguns bens essenciais que perdemos.
Entretanto surgiu uma oportunidade importante: encontrei uma casa para onde podemos mudar e começar a reorganizar a nossa vida.
Neste momento o maior obstáculo é conseguir pagar a caução e os custos da mudança, que rondam cerca de 600€.
Se alguém sentir vontade de ajudar ou simplesmente partilhar a campanha, já faria uma enorme diferença neste momento de transição.
A todas as pessoas que já contribuíram ou partilharam, deixo novamente o meu profundo agradecimento. Cada gesto tem sido uma luz neste caminho de reconstrução.
Como utilizámos os primeiros 600€ do GoFundMe:
- Alimentação e necessidades básicas – garantimos comida para os dias mais difíceis e produtos essenciais de higiene;
- Deslocações – transporte para tratar de assuntos urgentes, consultas e pequenas compras;
- Lavandaria e cuidados domésticos – lavagem de roupa e proteção do que restou dos nossos bens;
- Bens essenciais perdidos no tornado – roupas, utensílios e objetos que não puderam ser salvos na casa, velas, pilhas, etc..
Cada euro foi utilizado para sobreviver e manter alguma estabilidade até encontrarmos uma solução habitacional segura. Agora, precisamos de apoio para a caução e a primeira renda, para dar à minha mãe e a mim um teto estável e seguro.
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ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE – Março 2026
A vida mudou desde a tempestade de 28 de janeiro, mas a urgência continua.
Graças à vossa ajuda, conseguimos sobreviver às primeiras semanas de choque: alimentação, transporte, lavanderia e necessidades básicas foram cobertas, enquanto eu avançava no curso online, recuperava módulos em atraso e realizava pequenos trabalhos de freelancer. A minha mãe, com 67 anos, diabetes e hipertensão, ficou na aldeia, onde seguimos a tentar organizar o que sobrou da casa depois do tornado.
Hoje, enfrentamos um novo desafio:
Habitação: Os senhorios decidiram vender a casa danificada. Temos alguns meses para sair e encontrar uma solução segura para a minha mãe. O presidente da junta já está a intervir, mas precisamos de agilizar respostas devido à idade e saúde dela.
Mudança e logística: Irei para Lisboa organizar-me, procurar trabalho e terminar o curso, enquanto ela permanece na aldeia. A mudança exigirá recursos adicionais para transporte, empacotar e arrumar os nossos bens.
Sobrevivência: O meu subsídio de desemprego terminou e os últimos meses têm sido muito exigentes. Tenho procurado trabalho online há algum tempo, mas tem sido difícil. Por isso, irei para Lisboa. Precisamos de apoio para garantir alimentação, contas e necessidades básicas durante esta fase de transição.
Cada gesto, cada partilha, cada apoio continua a ser uma mão estendida na reconstrução da nossa vida. Pedimos ajuda para a mudança, para a sobrevivência destes próximos meses e, acima de tudo, para garantir à minha mãe o teto, a segurança e a dignidade que merece.
Obrigado por estarem connosco. Cada contributo faz diferença.
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Olá a todos,
O que vivi na noite de 28 de janeiro, em Vale do Paio (Maçãs de Dona Maria, Alvaiázere), foi algo que nunca imaginei viver. Parecia um filme de terror. A tempestade atingiu a nossa casa, destruiu o telhado e a força do vento levou tudo à sua passagem.
A nossa realidade hoje:
A casa sofreu danos estruturais graves. O telhado ficou destruído, existem paredes rachadas, o tecto apresenta risco de desabamento, há múltiplas infiltrações e a instalação elétrica encontra-se, muito provavelmente, totalmente danificada. No dia seguinte ao tornado, a chuva intensa que se fez sentir agravou drasticamente a situação, provocando o alagamento da casa.
A situação do imóvel está a ser avaliada pelas entidades competentes, mas encontramo-nos a aguardar resposta e orientações. Até existir uma decisão clara, a casa é considerada insegura e inabitável.
Os nossos bens:
O pouco que tínhamos ainda está por avaliar. Tentámos retirar o máximo possível da casa e guardar num pequeno anexo, mas esse espaço também apresenta infiltrações e entrada de água, pelo que não sabemos ainda o real estado dos nossos bens nem o que poderá ser recuperado. Vivemos numa incerteza total quanto ao que ficou do nosso pouco.
A nossa luta:
Demorei dois anos a encontrar uma casa que conseguíssemos pagar e que tivesse um pequeno quintal, essencial para, finalmente, poder reunir os meus cães, que tem vivido separados de mim. Mudei-me há apenas cinco meses, com o pouco que tinha. Este recomeço contou inicialmente com algum apoio familiar, que infelizmente se desvaneceu pouco depois da mudança, deixando-me sozinha a assumir todas as responsabilidades.
Estava a lutar para proporcionar à minha mãe a reforma tranquila que ela merece, em contacto com a natureza e com dignidade. Hoje, esse sonho ficou literalmente em escombros.
A nossa urgência:
Encontro-me em situação de desemprego (o subsídio termina já no próximo mês) e a frequentar um curso cet online, na tentativa de reconstruir a minha vida profissional. Tenho procurado trabalho ativamente e faço trabalhos como freelancer, mas este desastre tirou-nos o chão. A reforma da minha mãe é muito baixa, ela tem 67 anos, diabetes, hipertensão, toma medicação diária e eu, muitos já sabem a luta que tenho tido com a fibromialgia.
Neste momento, estamos a ficar temporariamente em casa de amigos que são família, a quem agradecemos profundamente o apoio num momento tão delicado. No entanto, esta não é uma solução permanente.
Não peço por mim. Peço por ela.
Peço ajuda para conseguir devolver à minha mãe o teto, a segurança e a dignidade que a tempestade levou. Este fundo destina-se a cobrir bens de primeira necessidade (alimentação, higiene, roupa) e a apoiar uma solução habitacional segura, uma vez que o futuro da nossa casa é, neste momento, uma incógnita.
Qualquer contributo, por mais pequeno que seja, é um gesto de esperança. Obrigada a quem ajuda, a quem partilha e a quem nos estende a mão.






