Uma Vida sem Dor - A Life Without Pain

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Olá, a todos, deixem-me compartilhar convosco um pouco da minha história.
O meu nome é Djeny Antunes, tenho 27 anos, sou cabo-verdiana e vivo na cidade da Praia, em Cabo Verde.

Há cerca de dois anos que vivo diariamente com dores crónicas incapacitantes. Atualmente estou a receber cuidados paliativos e tenho lutado incansavelmente para cuidar da minha saúde física e mental. Esta luta só tem sido possível graças à generosidade e ao apoio de muitas pessoas, porque a minha condição de saúde dificulta enormemente a minha capacidade de trabalhar.

Tenho crises de dor frequentes e necessito de ir ao hospital regularmente. Por vezes, as dores são tão intensas que preciso de andar de muletas ou deslocar-me de táxi, porque simplesmente não consigo caminhar.

Os médicos diagnosticaram-me com dor neuropática nociplástica, uma condição que resulta de alterações no sistema nervoso central e que provoca dor crónica persistente. Em Cabo Verde, os especialistas explicaram-me que esta doença não tem cura. O tratamento consiste em controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida através de medicamentos, terapias e mudanças profundas no estilo de vida.

Além disso, a minha reumatologista suspeita fortemente que eu tenha fibromialgia, uma doença crónica caracterizada por dores generalizadas em todo o corpo, fadiga extrema e outras limitações físicas. Infelizmente, a fibromialgia é uma doença invisível. Há dias em que consigo sorrir e aparentar estar bem, mas isso não significa que não esteja a sofrer.

Existem dias em que as dores são suportáveis e consigo fazer algumas atividades. Mas há outros em que a dor é tão intensa que até o toque na pele se torna insuportável. Há momentos em que não consigo permanecer sentada por muito tempo, ficar de pé ou realizar tarefas simples do quotidiano.

Sou acompanhada no Hospital Universitário Agostinho Neto e possuo relatórios médicos, exames e toda a documentação necessária que comprova a minha condição.

O meu tratamento exige muito mais do que medicamentos. Preciso de fazer fisioterapia, acupunctura, consultas frequentes e, idealmente, atividades físicas de baixo impacto, como natação, pilates e musculação adaptada, para fortalecer os músculos e controlar o peso, uma vez que a obesidade também agrava o meu estado de saúde.

Infelizmente, tudo isto tem custos elevados.

Durante algum tempo tive de interromper a medicação porque não tinha condições financeiras para comprar os medicamentos de que dependia. Atualmente, continuo a ter despesas mensais muito elevadas apenas com remédios.

Muitas pessoas perguntam-me porque não trabalho. A verdade é que não estou desempregada por falta de vontade ou de competência.

Sou licenciada em Administração Pública desde 2021 pelo Instituto Politécnico de Macau. Sempre fui uma excelente aluna ao longo do meu percurso académico. Tenho formação pedagógica de formadores, certificação em Life Coaching e realizei um programa intensivo de um ano em Empreendedorismo Social no Uganda.

Mas vivo um ciclo extremamente difícil: sem trabalho não consigo pagar o meu tratamento; e sem tratamento adequado não consigo controlar a doença para trabalhar e ter uma vida minimamente normal.

Em setembro do ano passado fui obrigada a abandonar o meu último emprego porque as dores se agravaram significativamente. Desde então, continuo desempregada e a lutar todos os dias para recuperar a minha saúde.

O meu maior sonho neste momento é conseguir ir a Dakar para obter uma segunda opinião médica e ter acesso a exames e especialistas que não existem em Cabo Verde. Já criei anteriormente uma campanha para esse objetivo, mas infelizmente não teve grande alcance. As poucas contribuições que recebi acabaram por ser utilizadas para custear tratamentos e despesas médicas urgentes aqui no país.

Hoje volto a pedir ajuda.

Se está a ler esta mensagem, peço-lhe que me ajude da forma que puder: contribuindo para esta campanha ou partilhando-a com outras pessoas.

Cada contribuição, independentemente do valor, aproxima-me de um tratamento mais adequado, de respostas que ainda procuro e, acima de tudo, da esperança de voltar a viver com dignidade.

Obrigada por dedicar alguns minutos a conhecer a minha história.

Com gratidão,

Djeny Antunes

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