Raise up! Restitution and Reparation for Mozambiqu

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OUR STORY

The news these past few weeks has been full of good vibes. I was pleased to hear the announcement - long overdue - that European museums intend to repatriate some of the so-called "Benin bronzes". I look forward to seeing the concrete actions that will follow these intentions! 

These art pieces were looted from the Benin Palace in 1897 during British colonialism and were put up for auction. They were then acquired by museums across Europe and the United States of America. The British were thus able to recoup the cost of their military operation against the Edo, thereby gaining commercial control over palm oil... (palm oil?)

But could Benin's palm oil from the time of British colonialism have anything to do with the "palm" gas in Mozambique? Unfortunately, I believe it does.

Let me try to explain how this play on words sounds to me: in Mozambique, Palma (Palm) is the main town in the district of the same name in Cabo Delgado. The town was attacked on 24 March this year by the so-called insurgent group Al Suna WA Jamah. There is a multinational gas extraction company that is installed nearby and unfortunately some white people were executed among many others among the local population. For this reason, the news of Palma being attacked by terrorists was reported all over the world...!!!!

The international media repercussion of the conflict in Cabo Delgado is reducing my country to a single image of violence. We need to build the counter-image of this image that has become global.

Given the turbulence in which my country finds itself, the task of Restitution and Reparation seems more difficult and at the same time much more necessary.  Above all, it makes the task of understanding it a whole more difficult. Perhaps much more is needed than symbolic acts like the repatriation of our works of art. In this regard, we should bear in mind the warnings made by the great Nigerian author Wole Soyinka: restitution and truth before reconciliation!

Many of us feel that an immense work of justice is needed. We want to claim peace and reflect on who we are.

 The decolonisation of minds must go hand in hand with the demilitarisation of minds, which must in turn accompany the just reconstruction of our historical memory. For the much-heralded "new relational ethic" to be real, it needs to be accompanied by important small first steps.

We want to start with three small first steps: 1) listening, 2) debating, 3) researching.

Together with specialists from other African countries, and for the first time, Mozambique will host an international debate on Restitution and Reparation.

It is both historians and civil society who are making this call: if we have things to say - let's debate. If we have things to hear - let's listen.

Let's not make this conversation about "them", but about "us".


THE EVENT:

Based on case studies, debates, films and exhibitions, the Mbenga Cultural Association together with Oficina de História (Mozambique) want to reintroduce concepts of "restitution" and "reparation" in the contemporary context of our history. Observing how these concepts emerge today in literary and artistic culture, as well as in our journalistic and academic research, a set of themes will be developed in different formats, such as webinars, exhibitions and films. Likewise, articles and interviews with national personalities will be produced with the aim of debugging the importance of these concepts for a post-conflict identity in Mozambique.

 
WE NEED HELP TO PAY FOR:

 
Credits for SIM cards

Internet and online database hosting

Filming and video editing work

Image and sound post-production

Transcription, translation and subtitling

Technical support for debates

Fees for film screenings, dialogue translation and subtitling

Photographic prints and finishing work related to the exhibition in the Public Space

Fees for special collaborators (archival specialists, writers and researchers)

Publicity

 

Your support will mean that my colleagues and I are not alone. That we can start something relevant for future generations in Mozambique.


On behalf of myself and the team organizing the event, we want to say how grateful we are for your help.


Please support us until the 1st week of October 2021. The counterpart we can offer is to invite you to participate in our online debates and follow all our activities, here at Raiseup!

https://raiseupmozambique.webnode.pt/


THANK YOU :)


Signed:

Ivan Zacarias and the whole team of organizers of the event: Restitution and Reparation in Post-Conflict Identity.



Pt/

A NOSSA HISTÓRIA



As notícias destas últimas semanas vieram cheias de boas vibrações. Fiquei satisfeito por ouvir o anúncio - há muito esperado - de que os museus europeus tencionam repatriar alguns dos chamados "bronzes do Benim". Estou ansioso por ver as acções concretas que se seguirão a estas intenções!

Estas peças de arte foram saqueadas do Palácio do Benin em 1897, durante o colonialismo britânico e depois foram postas a leilão. Foram então adquiridas por museus de toda a Europa e dos Estados Unidos da América. Os britânicos conseguiram assim recuperar o custo da sua operação militar contra os Edo, ganhando deste modo o controlo comercial sobre o óleo de palma... (óleo de palma?)

 
Mas será que o óleo de palma de Benin do tempo do colonialismo britânico pode ter a ver com o gás de "palma" em Moçambique? Infelizmente, estou em crer que sim.

Deixe-me tentar explicar como este jogo de palavras soa para mim: em Moçambique, Palma (Palm) é a principal vila do distrito com o mesmo nome em Cabo Delgado. A vila foi atacada a 24 de Março deste ano pelo chamado grupo insurgente Al Suna WA Jamah. Há uma empresa multinacional de extracção de gás que está instalada nas proximidades e, infelizmente, algumas pessoas brancas foram executadas entre muitas outras entre a população local. Por essa razão, a notícia de Palma ter sido atacada por terroristas foi noticiada em todo o mundo...!!

A repercussão mediática internacional do conflito em Cabo Delgado está a reduzir o meu país a uma única imagem de violência. Precisamos de construir a contra-imagem desta imagem que se tornou global.

Dada a turbulência em que o meu país se encontra, a tarefa de Restituição e Reparação parece mais difícil e simultaneamente muito mais necessária.  Torna sobretudo mais difícil a tarefa de a compreender no seu todo . Talvez seja preciso muito mais do que actos simbólicos como a repatriação das nossas obras de arte. A este respeito, devemos ter em mente as advertências feitas pelo grande autor nigeriano Wole Soyinka: restituição e verdade antes da reconciliação!


Muitos de nós sentimos que é necessário um imenso trabalho de justiça. Queremos reivindicar a paz e reflectir sobre quem somos.

A descolonização das mentes deve andar de mãos dadas com a desmilitarização das mentes, que deve por sua vez acompanhar a justa reconstrução da nossa memória histórica. Para que seja real a tão anunciada "nova ética relacional", ela precisa fazer-se acompanhar de importantes pequenos primeiros passos.

Nós queremos começar por três pequenos primeiros passos: 1) ouvir, 2) debater 3) pesquisar.

Juntamente com especialistas de outros países africanos, e pela primeira vez, Moçambique acolherá um debate internacional sobre Restituição e Reparação.

São os historiadores e a sociedade civil que estão a fazer esta chamada: se temos coisas a dizer - vamos debater. Se temos o que ouvir - vamos ouvir.

Não façamos esta conversa sobre "eles", mas sobre "nós".

 
O EVENTO:

Com base em estudos de casos, debates, filmes e exposições, a Associação Cultural Mbenga juntamente com a Oficina de História (Moçambique) querem reintroduzir conceitos de "restituição" e "reparação" no contexto contemporâneo da nossa história. Observando como estes conceitos emergem hoje em dia na cultura literária e artística, bem como na nossa pesquisa jornalística e académica, será desenvolvido um conjunto de temas em diversos formatos, tais como webinars, exposições e filmes. Da mesma forma, serão produzidos artigos e entrevistas com personalidades nacionais com o objectivo de depurar a importância destes conceitos para uma identidade pós-conflito em Moçambique.


PRECISAMOS DE AJUDA PARA PAGAR:

Créditos para Cartões SIM

Internet e alojamento de bases de dados online

Trabalho de filmagem e edição de vídeo

Pós-produção de imagem e som

Transcrição, tradução e legendagem

Apoio técnico para os debates

Honorários para exibições de cinema, tradução de diálogos e legendagem

Impressões fotográficas e trabalhos de acabamento relacionados com a exposição no Espaço Público

Honorários para colaboradores especiais (especialistas em arquivos, escritores e investigadores)

Publicidade

 

O vosso apoio significará que eu e os meus colegas não estamos sozinhos. Que podemos começar algo relevante para as gerações futuras em Moçambique.

Em meu nome e em nome da equipa que organiza o evento, queremos dizer o quanto estamos gratos pela vossa ajuda.

Por favor, apoiem-nos até à 1ª semana de Outubro de 2021. A contrapartida que podemos oferecer é convidá-los a participar nos nossos debates online e a acompanhar todas as nossas actividades, aqui no Raiseup !

https://raiseupmozambique.webnode.pt/


 

OBRIGADO :)

 

Assinado:

Ivan Zacarias e toda a equipa de organizadores do evento: Restituição e Reparação na Identidade Pós-Conflito.

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