Olá , meu nome é Juliane 31 anos e, por muito tempo, me senti invisível. Sempre fui uma mulher alegre, cheia de sonhos, mas hoje carrego no corpo e na alma o peso de palavras duras. Peso 110 kg e luto diariamente com a autoestima destruída. Meu marido nunca me apoiou, nunca ajudou com um simples cuidado que pudesse me fazer sentir melhor comigo mesma. Ele diz que sou feia, gorda, que ninguém vai me querer. Essas palavras ecoam todos os dias na minha cabeça, me empurrando para a depressão. E mesmo assim, sigo tentando, por mim e pelo meu filho.
Meu filho é tudo pra mim, é a luz que me mantém de pé. Faço de tudo para que ele não sinta as dificuldades que enfrentamos. Trabalho duro, mas o salário que recebo mal cobre minha faculdade ,estou cursando despachante documentalista na esperança de conquistar minha independência financeira. Já deixei de comer para garantir que ele tivesse tudo. E ainda assim, sorrio para ele, porque ele merece uma mãe forte, mesmo quando me sinto fraca.
O que mais dói é ouvir do meu marido que ele me sustenta, como se isso lhe desse o direito de me humilhar, de me apagar, de me impedir de sonhar. Ele nunca me incentivou a cuidar da minha saúde, nunca se preocupou com o que estou sentindo. Hoje, não tenho condições financeiras nem para fazer os exames médicos que preciso para iniciar uma avaliação e saber o que é necessário para melhorar minha saúde física e emocional. Eu quero mudar, não apenas por estética, mas para viver melhor, com mais energia e autoestima.
Com a ajuda da arrecadação, meu sonho é poder fazer esses exames, cuidar da minha saúde, passar pela cirurgia plástica e investir em um negócio próprio. Quero deixar de ouvir que dependo dele. Quero provar, a mim mesma e ao mundo, que sou capaz. Que uma mulher ferida pode se reconstruir. Que posso voltar a me olhar no espelho com orgulho. Meu filho merece isso. E eu também.


