Olá, o meu nome e Ana Rita e por volta dos 16 meses fui diagnosticada com paralisia cerebral de causa não aparente. Até então o meu desenvolvimento tinha sido normal, mas a certa altura a minha mãe achou estranho que eu só caminhasse pela mão de alguém ou agarrada. Para além disso, caminhava em bicos dos pés. E com isto começou a saga dos hospitais. Após muitos exames, designadamente genéticos, o diagnóstico foi feito e a vida passou a acontecer dentro dele, mas sem grandes alterações. Estava na escola, brincava e aprendia como qualquer outra criança. Entretanto, aos 4 anos, diante de uma otite que não cedia a nenhum antibiótico, análises feitas e 3 meses de internamento na Estefânia, 2 dos quais em isolamento, trouxeram, para além de muito sofrimento, um outro diagnóstico: hepatite auto-imune atípica. Após a alta, mais exames se seguiram, e estes trouxeram mais novidades, melhor dizendo, fui diagnosticada com doença celíaca. Adaptei-me à cadeira de rodas, que mais tarde substituí pela scooter motorizada e adaptei-me também a dieta sem glutên.
Recentemente, em março de 2024, novo internamento trouxe outro diagnóstico: trombocitopénia auto imune, ou seja, plaquetas a 2, 3, 5 mil, e o risco de hemorragia constante. Vários tratamentos depois, sobram a imunoterapia (que iniciarei em outubro, se Deus quiser) e se não resultar (o que não vai acontecer) a retirada do baço. A tudo tenho tentado adaptar-me, mas o que mais me custa, porque me impede de ser autónoma são as deslocações. A minha scooter permite-me deslocar-me sem problemas, mas pesa 30Kg o que me impede de sair sozinha pois, apesar de conduzir, não consigo tira-la e voltar a colocá-la no carro. Isso seria possível se tivesse uma handbike, mas preciso da ajuda de todos os que possam contribuir para poder comprá-la. Obrigada por lerem a minha história e pela ajuda que queiram dar-me. Bem hajam!



