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A SACHOLA: HELP US BUILD A COMMUNITARIAN HOUSE IN COVAS DO BARROSO / AJUDA-NOS A ERGUER UMA CASA COMUNITÁRIA EM COVAS DO BARROSO

[Português]
[Below: english, castellano, français]

1. Covas do Barroso, Romainho e Muro: vivem e resistem!

Covas do Barroso, Romainho e Muro, três pequenas aldeias no norte montanhoso de Portugal, fazem parte da região do Barroso, a única região portuguesa classificada como Património Agrícola Mundial, pela forma como as comunidades humanas mantêm, há séculos, práticas agrícolas sustentáveis, vivendo e cuidando dos ritmos da Terra.

Há sete anos que Covas do Barroso, Romainho e Muro resistem contra um projeto de mineração de lítio a céu aberto, que a empresa britânica de especulação financeira Savannah Resources, com o apoio do Estado Português e da União Europeia, lhe querem impor.

Sob o mantra da “transição energética” e da “digitalização” querem esventrar as serras, poluir os cursos de água e os solos, romper com formas de sustento por vezes ancestrais, e destruir de forma irreparável ecossistemas inteiros. Tudo isto para alimentar o complexo industrial automóvel, mineiro, militar, big-tech e fóssil que permite a poucos encherem os bolsos à custa da vida das populações e territórios afetados. Para a União Europeia, esta ‘transição’ implica apenas produzir mais carros elétricos individuais, arrasar hectares de floresta para instalar painéis solares, sobre-explorar e contaminar as nossas tão preciosas águas. No processo, atropela-se a vontade das pessoas e até dos muitos municípios que já se manifestaram contra o progresso da destruição. Além de Covas do Barroso, muitas outras partes de Portugal, incluindo outras aldeias no Barroso, estão diretamente ameaçadas por projetos de exploração mineira. Em prol de quê e de quem?

A SACHOLA nasceu desta interpelação.


2. A SACHOLA: quem somos

Somos um grupo de pessoas que, embora vindas de outras partes, fazem também do Barroso sua casa desde 2021. De cada vez que por aqui passámos, fomos deixando um pouco de nós. O regresso foi-se tornando uma inevitabilidade. Sentimos o chamado destas montanhas, destas águas, destes céus estrelados. Sentimo-nos abraçadas pelo acolhimento genuíno destas gentes, pelos braços abertos com que nos sorriem, e pelos seus “bons dias” regados de alegria. Sentimos a vontade de permanecer para florescer. Por isso, a maioria de nós já cá viveu — algumas durante anos, outras apenas alguns meses — ou vive ainda.

3. A SACHOLA: a estória de um espaço-ponte

A SACHOLA nasceu a 3 de junho de 2023 a partir da vontade coletiva de criar um espaço de encontro entre quem habita o território barrosão e quem com ele se solidariza.

Generosamente, foi-nos cedida uma das salas da antiga escola primária de Covas do Barroso. Aqui, mantivemos um centro de informação em permanência, com documentos, panfletos, zines, flyers, cartazes e jornais sobre a luta. Foi também aqui que organizámos sessões de cinema, concertos, reuniões, exposições, residências artísticas, e que albergámos gente vinda de todos os cantos do mundo para lutar lado a lado com as populações barrosãs.








Este foi um espaço importante, onde pudemos conviver, aprender e experimentar. Foi um espaço de encontro, entre gentes de Trás-os-Montes e gentes vindas de além-montes. Foi, sobretudo, um espaço que, durante ano e meio, serviu de apoio a muita gente que veio ajudar na luta contra a mineração — foi na escola que dormimos, que cozinhámos, que descansámos. Sem a escola, e quem dela cuidou, não teria sido possível ter tanta gente em Covas do Barroso a apoiar a população no seu bloqueio diário a uma máquina da empresa, que durou sete longo meses, por exemplo.

4. A SACHOLA: a vontade de continuar

Agora, sentimos a necessidade de criar um novo espaço, onde possamos continuar a fazer tudo isto, de forma autónoma. Queremos que este novo espaço seja ponto de encontro, de convergência e de acolhimento para todas as pessoas que querem cuidar do Barroso. Queremos que seja um espaço comum, de aprendizagem, de trocas, de discussões, de planeamento, de cura. Queremos que seja um espaço aberto, para todes que queiram semear, regar e cuidar a vida que nos querem tirar. Queremos que seja um espaço livre, onde a raiva, a indignação e a rebelião possam rugir, sem atropelar os ritmos da terra.

Já temos um espaço à nossa espera. Mas é uma casa que precisa de várias obras, amor, cuidado, rebeldia e criatividade.











Para erguer esta casa, que nos foi cedida por duas pessoas locais, vamos começar por:
  • Refazer parte do telhado exterior;
  • Refazer o chão dos dois andares;
  • Construir saneamento básico;
  • Construir uma casa de banho;
  • Instalar sistema de electricidade.

Podem acompanhar os gastos neste ficheiro, que vamos mantendo atualizado. Queremos que toda a gente saiba em quê e como estamos a aplicar o dinheiro que estamos a pedir.

Sendo uma vontade antiga, foi o momento atual que acelerou esta necessidade de criar um espaço. A empresa britânica Savannah Resources está a entrar em força nas aldeias de Covas do Barroso, Romainho e Muro, ferindo as águas e as terras, e trazendo os seus trabalhadores para estas aldeias. Até à data, já ocuparam três casas. Esta entrada em força é uma tentativa de penetrar num território em que o projeto não é aceite pela maioria das pessoas.

Queremos garantir que as populações do Barroso não estão sozinhas nesta luta contra os delírios extrativistas. Queremos garantir que o Barroso não é esventrado para que uns poucos lucrem com essa destruição. Queremos viver num mundo de florestas densas, hortas abundantes, rios limpos, águas puras; um mundo onde pessoas livres convivem em harmonia com outras espécies.

Um mundo assim começa por criarmos espaços onde seja possível sonhá-los.

Ajuda-nos a erguer esta casa.

Se não puderes apoiar com um donativo, há naturalmente outras coisas que podes fazer:
  • Podes ajudar na divulgação deste projeto, espalhando a mensagem com as tuas redes.
  • Durante este ano, vamos organizar vários benefits. Junta-te a nós, dando apoio nestes eventos, ou organiza benefits em solidariedade com A SACHOLA nos teus espaços e geografias
  • Durante este ano, vamos organizar várias jornadas de construção. Junta-te a nós durante estes dias!
  • Alternativamente, podes também doar materiais de construção (telhas, tábuas, tubos, ferramentas, etc.) e/ou materiais para deixar a casa confortável e habitável (camas, colchões, panelas, máquina de lavar a roupa, etc.).

Para ficares a par de tudo isto, ou se tiveres dúvidas, podes seguir as nossas redes sociais ou enviar-nos um email :)

Até já,
A SACHOLA




[ENGLISH]
HELP US BUILD A COMMUNITARIAN HOUSE IN COVAS DO BARROSO

1. Covas do Barroso, Romainho and Muro: live and resist!

Covas do Barroso, and Romainho and Muro, three small villages in the mountainous north of Portugal, are part of the Barroso region, the only Portuguese region classified as a World Agricultural Heritage Site, for the way in which human communities have maintained sustainable agricultural practices for centuries, living and caring for the Earth's rhythms.

For seven years, Covas do Barroso, Romainho and Muro have been resisting an open-pit lithium mining project that the British speculative company Savannah Resources, with the support of the Portuguese state and the European Union, wants to impose on them.

Under the mantras of ‘energy transition’ and ‘digitalisation’, they want to disembowel the mountains, pollute waterways and soils, disrupt ancestral livelihoods and irreparably destroy entire ecosystems. All this to feed the car, mining, military, big tech and fossil industries that allow a few to line their pockets at the expense of the lives of the populations affected. For the European Union, this ‘transition’ simply means producing more individual electric cars, razing hectares of forest to install solar panels, and over-exploiting precious water resources. In the process, the people’s will and even the many municipalities that have already spoken out against the advance of destruction are being ignored. In addition to Covas do Barroso, many other areas of Portugal, including other villages in Barroso, are directly threatened by mining projects. In whose favour?

SACHOLA was born out of this interpellation.

2. A SACHOLA: who we are

We are a group of people who, although we come from other places, have also made Barroso their home since 2021. Each time we've been here, we've left a little bit of ourselves behind. Returning became an inevitability. We felt the call of these mountains, these waters, these starry skies. We felt embraced by the genuine welcome of these people, by the open arms with which they smiled at us, and wished us “bom dia” (“a good day”). We felt the desire to stay and flourish. That's why most of us have lived here - some for years, others for just a few months - or are still living here.


3. SACHOLA: the story of a meeting place

SACHOLA was born on 3 June 2023 out of the collective desire to create a meeting place for those who live in Barroso and those who are in solidarity with it.

We were generously given one of the rooms in the old primary school in Covas do Barroso. Here, we maintained a permanent information centre with documents, pamphlets, zines, flyers, posters and newspapers about the struggle. It was also here that we organised film screenings, concerts, meetings, exhibitions and artist residencies, and that we welcomed people from all over the world to fight side by side with the people of Barroso.

This was an important space where we could socialize, learn and experiment. It was a meeting place for people from “Trás-os-Montes” and people from beyond. Above all, it was a space that, for a year and a half, served as a support for many people who came to help in the fight against mining — it was in the school that we slept, that we cooked, that we rested. Without the school, and those who looked after it, it wouldn't have been possible to have so many people in Covas do Barroso supporting the population in their daily blockade of a company machine, which lasted seven long months, for example.

4. SACHOLA: the will to continue

Now we feel the need to create a new space where we can continue to do all this autonomously. We want this new space to be a meeting, convergence and reception point for all the people who want to look after Barroso. We want it to be a common space for learning, exchange, discussion, planning and healing. We want it to be an open space for everyone who wants to sow, water and care for the life they want to take away from us. We want it to be a free space where anger, indignation and rebellion can roar, without trampling on the rhythms of the earth.

We already have a space waiting for us. But it's a house that needs a lot of work, love, care, rebellion and creativity.



To build this house, which has been given to us by two local people, we will start by:
  • Restore part of the exterior roof;
  • Refurbish the floors on both floors;
  • Install basic sanitation;
  • Construct a bathroom;
  • Install the electrical circuit.

You can keep track of all our spendings in this file, which we will keep up to date. We want everyone to know what and how we are spending the money we're asking for.

Although it was a long-standing desire, it was the current situation that accelerated the need to create a space. The British company Savannah Resources is forcibly entering the villages of Covas do Barroso, Romainho and Muro, damaging the water and the land and bringing its workers to these villages. To date, Savannah Resources has taken three houses. This forceful entry is an attempt to penetrate a territory where the project is not accepted by most people.

We want to guarantee that the people of Barroso are not alone in this fight against extractivist delusions. We want to ensure that Barroso is not gutted so that a few can profit from this destruction. We want to live in a world of dense forests, abundant vegetable gardens, clean rivers, and pure waters; a world where free people live in harmony with other species.

Such a world begins by creating spaces where it is possible to dream of them.

Help us build this house.

If you can't support us with a donation, there are of course other things you can do:
  • You can help publicize this project by spreading the message through your networks.
  • We'll be organising various benefits this year. Join us by supporting these events, or organise benefits in solidarity with A SACHOLA in your areas and geographies.
  • This year, we'll be organising several construction journeys. Join us during these days!
  • Alternatively, you can also donate materials (tiles, boards, pipes, tools, etc.) and/or materials to make the house comfortable and habitable (beds, mattresses, pots and pans, washing machine, etc.).

To keep up to date with all this, or if you have any questions, you can follow us on social media or send us an email :)

See you soon,
A SACHOLA




[CASTELLANO]
AYÚDANOS A CONSTRUIR UNA CASA COMUNITARIA EN COVAS DO BARROSO

1. Covas do Barroso, Romainho e Muro : ¡vive y resiste!

Covas do Barroso, Romainho y Muro, tres pequeñas aldea del norte montañoso de Portugal, forma parte de la región de Barroso, la única región portuguesa clasificada como Patrimonio Agrícola Mundial, por la forma en que las comunidades humanas han mantenido durante siglos prácticas agrícolas sostenibles, viviendo y cuidando los ritmos de la Tierra.

Desde hace siete años, Covas do Barroso resiste a un proyecto de extracción de litio a cielo abierto que la empresa británica de especulación financiera Savannah Resources, con el apoyo del Estado portugués y de la Unión Europea, quiere imponer.

Bajo el mantra de la «transición energética» y la «digitalización», quieren arrasar las montañas, contaminar los cursos de agua y los suelos, perturbar las formas ancestrales de ganarse la vida y destruir irreparablemente ecosistemas enteros. Todo eso para alimentar las industrias del automóvil, minera, militar, big tech y fósil que permiten a unos pocos llenarse los bolsillos a costa de la vida de las poblaciones afectadas. Para la Unión Europea, esta transición significa simplemente producir más coches eléctricos individuales, arrasar hectáreas de bosque autóctono para instalar paneles solares, sobreexplotar los preciosos recursos hídricos. En el proceso, se ignora la voluntad de la población e incluso de los numerosos municipios que ya se han pronunciado contra el avance de la destrucción. Se prevé que la mina de Savannah permanezca abierta durante poco más de una década. Sin embargo, las consecuencias de la explotación se harán sentir durante siglos. Además de Covas do Barroso, muchas otras zonas de Portugal, incluidos otros pueblos de Barroso, están directamente amenazadas por proyectos mineros. ¿A favor de quién?

A SACHOLA nació de esta interrogación.

2. A SACHOLA: quiénes somos

Somos un grupo de personas que, aunque venimos de otros lugares, también hemos hecho de Barroso nuestra casa desde 2021. Cada vez que hemos venido, hemos dejado un poco de nosotros. Volver se convirtió en algo inevitable. Sentimos la llamada de estas montañas, de estas aguas, de estas estrellas. Nos sentimos abrazados por la genuina acogida de estas gentes, por los brazos abiertos con los que nos sonreían y por sus «buenos días» regados de alegría. Sentimos el deseo de quedarnos y seguir floreciendo. Por eso la mayoría de nosotros hemos vivido aquí - algunos durante años, otros sólo unos meses - o seguimos viviendo aquí.

3. A SACHOLA: la historia de un lugar-puente

A SACHOLA nació el 3 de junio de 2023 del deseo colectivo de crear un lugar de encuentro para los que viven en Barroso y los que se solidarizan con él.

Nos cedieron generosamente una de las salas de la antigua escuela primaria de Covas do Barroso. Aquí mantuvimos un centro de información permanente con documentos, panfletos, fanzines, folletos, carteles y periódicos sobre la lucha. También fue aquí donde organizamos proyecciones de películas, conciertos, reuniones, exposiciones y residencias artísticas, y donde recibimos a gente de todo el mundo para luchar codo con codo con el pueblo de Barroso.

Este fue un espacio importante donde pudimos compartir, aprender y experimentar. Fue un lugar de encuentro para gente de Trás-os-Montes y gente de más allá. Sobre todo, fue un espacio que, durante un año y medio, sirvió de apoyo a muchas personas que vinieron a ayudar en la lucha contra la minería - era en la escuela donde dormíamos, donde cocinábamos, donde descansábamos. Sin la escuela, y sin los que cuidaban de ella, no habría sido posible tener a tanta gente en Covas do Barroso apoyando a la población en su bloqueo diario de una máquina de la empresa durante siete largos meses, por ejemplo.

4. A SACHOLA: la voluntad de continuar

Ahora sentimos la necesidad de crear un nuevo espacio donde podamos seguir haciendo todo esto de forma autónoma. Queremos que este nuevo espacio sea un punto de encuentro, de convergencia y de acogida para todas las personas que quieran cuidar de Barroso. Queremos que sea un espacio común de aprendizaje, intercambio, debate, planificación y sanación. Queremos que sea un espacio abierto para todos los que quieran sembrar, regar y cuidar la vida que nos quieren quitar. Queremos que sea un espacio libre donde puedan rugir la rabia, la indignación y la rebeldía, sin pisotear los ritmos de la tierra.

Ya tenemos un espacio esperándonos. Pero es una casa que necesita mucho trabajo, amor, cuidados, rebeldía y creatividad.



Para levantar esta casa, que nos han cedido dos vecinos de la zona, iremos empezar por:
  • Rehabilitación de parte del tejado exterior;
  • Rehabilitación de los suelos de ambas plantas;
  • Construcción de un saneamiento básico;
  • Construcción de un cuarto de baño;
  • Instalación de un sistema de electricidad.

Puedes hacer un seguimiento de nuestros gastos aquí, un fichero que mantendremos actualizado. Queremos que todo el mundo sepa en qué y cómo estamos gastando el dinero que pedimos.

Aunque es un deseo que viene de tiempo atrás, es la situación actual la que ha acelerado esta necesidad de crear un espacio. La empresa británica Savannah Resources está entrando con fuerza en las aldeas de Covas do Barroso, Romainho y Muro, dañando el agua y la tierra, y trayendo a sus trabajadores a estas aldeas. Hasta la fecha, han ocupado tres casas. Esta entrada por la fuerza es un intento de penetrar en un territorio donde el proyecto no es aceptado por la mayoría de la población.

Queremos asegurarnos de que el pueblo de Barroso no está solo en esta lucha contra los delirios extractivos. Queremos asegurarnos de que Barroso no sea destripado para que unos pocos puedan beneficiarse de esta destrucción. Queremos vivir en un mundo de bosques densos, huertos abundantes, ríos limpios, aguas puras; un mundo donde las personas libres vivan en armonía con las demás especies.

Un mundo así empieza por crear espacios donde sea posible soñar.

Ayúdanos a construir esta casa.

Si no puedes colaborar con un donativo, por supuesto hay otras cosas que puedes hacer:
  • Puedes ayudar a dar a conocer este proyecto difundiendo el mensaje a través de tus redes.
  • Este año organizaremos varios eventos benéficos. Participa apoyando estos eventos, u organiza actos benéficos en solidaridad con A SACHOLA en tus zonas y geografías.
  • Este año organizaremos varias jornadas de construcción. ¡Únete a nosotros durante estas jornadas!
  • También puedes donar materiales de construcción (tejas, tableros, tuberías, herramientas, etc.) y/o materiales para hacer la casa cómoda y habitable (camas, colchones, cacharros, lavadora, etc.)

Para estar al día de todo esto, puedes seguirnos en las redes sociales o enviarnos un correo electrónico :)

Hasta pronto,
A SACHOLA





[FRANÇAIS]
AIDE NOUS À BÂTIR UNE MAISON COMMUNAUTAIRE À COVAS DE BARROSO

1. Covas do Barroso, Romainho e Muro : vit et résiste!

Covas do Barroso, Romainho et Muro sont de petits villages montagnards de la région de Barroso au nord du Portugal, la seule du pays classifiée comme Patrimoine Agricole mondiale. La raison pour laquelle elle est patrimonialisée, réside dans la manière dont les communautés ont maintenu durant des siècles leurs pratiques agricoles durables, vivant et prenant soin des rythmes de la terre.

Depuis sept ans, ces villages résistent à un méga-projet de mines de lithium à ciel ouvert, que l’entreprise de spéculation financière britannique Savannah Resources en connivence avec l’Etat portuguais et l’Union Européenne, veut infliger au territoire.

Derrière le mantra de la "transition énergétique" et de la "dématérialisation", ils veulent miner nos montagnes, contaminer nos cours d’eau et nos sols, dérégler nos formes de vivre parfois ancestrales, détruire irrémédiablement des écosystèmes entiers. Le tout pour alimenter l’industrie automobile, minière, militaire, de la big tech et fossile qui permettent à certains de se remplir les poches au coût de la vie des populations affectées. Pour l’Union Européenne, résoudre le problème climatique signifie à peine produire plus de voitures électriques sans investir dans une meilleure gestion des transports publics, détruire des hectares de forêts pour y installer des panneaux solaires, surexploiter les précieux recours hydriques. Dans ce processus, elle ignore la volonté des populations et même la décision des diverses municipalités qui se sont prononcés contre l'avancée de ce projet mortifère. Il est prévu pour cette mine de Savannah de rester ouverte à peine une décennie. Alors que les conséquences se feront sentir durant des siècles. Beaucoup d’autres territoires portuguais, dont d’autres villages du Barroso, sont directement menacés par des projets miniers. Qui en bénéficient ?

A SACHOLA naît de cette interrogation.

2. A SACHOLA: qui sommes nous ?

Nous sommes un groupe de personnes qui, venant de différents lieux, avons fait de Barroso notre foyer depuis 2021. Chaque fois que nous sommes venu.e.s, nous y avons laissé une partie de nous. Revenir est devenu inévitable. Nous ressentons l’appel des ces montagnes, de ces eaux, de ces ciels étoilés. Nous sentons l'accueil chaleureux de ces gens, par les bras ouverts avec lesquels ielles nous ont souri et par leur joyeux « bom dia ». Nous sentons le désir de rester et fleurir. La majorité d’entre nous avons vécu içi, certain.e.s pendant des années, d’autres pour quelque moi - d’autres encore continuent d’y vivre.

3. A SACHOLA: l’histoire d’un lieu-pont

A SACHOLA naît le 3 juin 2023 du désir collectif de créer un lieu de rencontre pour celleux qui vivent au Barroso et celleux qui se solidarisent avec lui.

La communauté nous a prêté généreusement une des salles de ce qui été l’école primaire de Covas do Barroso. Nous y avons maintenu un centre d’information permanent avec des pamphlets, fanzines, tracts, brochures, affiches, journaux sur la lutte. C’est là aussi que nous avons organisé un ciné-club, des concerts, des réunions, des expos et des résidences artistiques ; là où nous avons reçus des personnes de partout pour lutter ensemble.

Ce fut un espace important où nous avons pu échanger, apprendre et expérimenter. Un lieu de rencontre pour les gens de Trás-os-Montes, et au-delà les montagnes.

Surtout, ce fut un espace qui, pendant un an et demi, a servi d’appui pour beaucoup de gens venus nous aider dans cette lutte - là où nous avons dormi, cuisiné, et où nous nous sommes reposés. Sans l’école, et sans cell.eux qui en ont pris soin, nous n’aurions pas pu avoir autant de monde soutenant la population durant les blocages quotidiens d’une des machines de l’entreprise pendant sept longs mois.

4. A SACHOLA: la volonté de continuer.

Aujourd’hui nous ressentons le besoin de bâtir un nouvel espace où nous pouvons poursuivre tout ça de façon autonome.

Nous voulons que cet espace soit un point de rencontre, de convergence et d'accueil pour toutes les personnes qui veulent protéger et défendre Barroso. Nous voulons que ce soit un espace commun, d'apprentissage, d'échange, de débat, de planification et de care. Nous voulons que soit un espace ouvert a toustes celleux qui veulent semer, arroser et prendre soin de la vie qui veulent nous prendre. Nous voulons que ce soit un espace libre où éclot la rage, l’indignation et la rébellion, sans piétiner les rythmes de la terre.

Nous avons déjà un espace qui nous attend. Il demande pourtant beaucoup de travail, d’amour et de care, de résistance et de créativité.




Pour bâtir cette maison, céder par des voisin.e.s de la région, nous allons commencer par :
  • Remise en état d'une partie du toit extérieur ;
  • Remise en état des sols des deux étages ;
  • Construction de sanitaires de base ;
  • Construction d'une salle de bains ;
  • Installation d'un système électrique.

Tu peux suivre nos dépenses ici, un fichier qu'on mantiendra à jour. Nous voulons que tout le monde sache à quoi et comment nous comptons dépenser l'argent que nous demandons.

Si cette maison est un désir de longue date, la situation actuelle a accéléré sa nécessité. L’entreprise Savannah Ressources entre en force dans le territoire, endommageant les eaux et la terre, et installe ses travailleurs dans les ces villages. A l’heure d’aujourd’hui, ils occupent trois maisons. Cette entrée en force et une tentative de pénétrer dans un territoire où le projet n’est pas accepté par la majorité de la population.

Nous voulons nous assurer que le peuple de Barroso n’est pas seul dans cette lutte contre les délires extractivistes. Nous voulons aussi nous assurer que Barroso ne soit pas éventrer pour qu’une poignée de personnes s’enrichissent au frais de la destruction Nous voulons vivre dans un monde où les forêts sont dense, les potager abondant, les rivière propres, l’eau pure ; un monde où les personnes libre puissent vivre en harmonie avec les autres espèces.

Un monde commence par créer des espaces où il est possible de le rêver.

Aide nous à bâtir cet espace !

Si tu ne peux pas faire de don, il y a bien sûr d'autres choses que tu peux faire :
  • Tu peux contribuer à faire connaître ce projet en diffusant le message à travers tes réseaux.
  • Cette année, nous organiserons plusieurs benefits. Tu peux participer en soutenant ces événements, ou tu peux aussi bien organiser des événements de solidarité avec A SACHOLA dans ta région.
  • Cette année, nous organiserons plusieurs journées de construction - rejoigns-nous pendant ces journées !
  • Tu peux également faire don de matériaux de construction (tuiles, planches, tuyaux, outils, etc.) et/ou de matériaux pour rendre la maison confortable et habitable (lits, matelas, casseroles, machine à laver, etc.).

Pour rester informé.e, tu peux nous suivre sur les médias sociaux ou nous envoyer un email :)


À bientôt,
A SACHOLA

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