Doação de computadores a países língua portuguesa

O meu nome é Francisco Correia, tenho 15 anos e frequento o Pre-International Baccalaureate do Colégio Planalto, em Lisboa, e venho apresentar-vos o meu projecto de solidariedade social na área científica e tecnológica que pretende constituir uma ponte de comunicação entre Portugal e os países de língua oficial portuguesa, chamado PROJECTO ONE:

 
ONE COMPUTER, ONE EURO, ONE LANGUAGE, ONE LESSON

 
Estou na área de ciências, porque desde muito cedo, assumi como minha missão na sociedade crescer e capacitar-me para poder ser útil aos outros na área de biotecnologia e da engenharia genética.
Sempre me surpreendeu, nas buscas que fazia online para poder ter acesso a conteúdos científicos, como grande parte dos sites relativos a organizações internacionais que institucionalmente divulgam o conhecimento na área científica, não tenham a possibilidade de ser lidos na língua portuguesa.
Num projecto que apresentei no âmbito de um concurso da National Geographic, relativo ao lixo espacial, fiz questão de integrar como fazendo parte do trabalho, um requerimento dirigido ao nosso secretário- geral da ONU no sentido de questionar, por que razão aquele site, de entre as seis línguas disponíveis, não apresenta os respectivos conteúdos em português (isto apesar da Google já disponibilizar mecanismos de tradução automática através da Google Neural Machine Translation).

 Existe uma ampla gama de programas e projectos sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) em diversos países do continente africano. No entanto, todos estes projectos têm o denominador comum de partirem sobretudo de países anglófonos que não dominam a língua portuguesa e que não têm, como nós, uma especial relação de fraternidade com os PALOP. Por outro lado, são projectos sobretudo destinados ao ensino superior académico, esquecendo a instrução primária e secundária.

 
A comunicação digital é uma das prioridades das Nações Unidas de acordo com o Relatório “The age of digital interdependence” (2019), e a Unesco defende que a sociedade deve proporcionar às pessoas o conhecimento e o desenvolvimento de competências e valores para poderem compreender e controlar o desenvolvimento científico e tecnológico, no âmbito da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.


Como poderão as crianças angolanas, moçambicanas, são-tomenses ou cabo-verdianas serem incentivadas para a área de ciências sem ter acesso a uma informação que lhes chegue de todo o mundo, e através de uma língua que compreendam?

 Como poderemos agir, crianças e adolescentes portuguesas, para, desde cedo, lutarmos pela partilha e a comunicação da ciência entre quem fala a mesma língua? Como agir, partilhando o nosso tempo e o nosso conhecimento em prol da alfabetização digital e da ciência?

 No último Websummmit em Lisboa 2019, foram estas as palavras de Sua Excelência o Presidente da Republica:

"Using the digital revolution for dialogue, for peace, depends on you. That is the challenge. It is difficult, it is hard, because the wave which is sweeping the world will last, and it is the opposite of the digital revolution, the opposite of the meaning of the digital revolution,"

"The digital world is all about freedom, open economies, opening up societies, and what we are seeing around the world is the opposite of this. We see xenophobia, intolerance, we see borders closing down."
 
A língua portuguesa deverá constituir uma língua de solidariedade e de partilha de conhecimento: “A ciência não está terminada até ser comunicada.” A educação é a base para o desenvolvimento económico e social e pode constituir um factor de competitividade.

Por outro lado, a limitação do financiamento a programas dedicados à comunicação da ciência dificulta a implementação de programas de inclusão e respectiva consolidação. É pois crucial criar estratégias inovadoras que enquadrem a comunicação da ciência como uma actividade social prioritária.

 É no intuito de responder a estas questões que surge a proposta deste Projecto:

 PROJECTO ONE

 1)    O Projecto ONE tem como objectivo inicial assumir-se como uma iniciativa das escolas públicas ou privadas portuguesas, com vista a angariar fundos suficientes para aquisição e doação de computadores para escolas pertencentes a países dos PALOP:

 Um computador, uma escola, uma lição, uma língua comum

2)    O primeiro passo passará por identificar e mapear o número de escolas dos PALOP com acesso à Internet em parceria com o Project Connect e os Ministérios da Educação de cada um dos países

 3)    A angariação de fundos para a aquisição dos computadores deverá ser da responsabilidade da Direcção Pedagógica de cada escola, não devendo ultrapassar a participação, por cada estudante, de um Euro

 4)    A escola beneficiária poderá ser uma escola do ensino básico ou secundário, desde que pertencente a um país dos PALOP e não disponha de qualquer equipamento tecnológico

5)    Cada escola doadora deverá cooperar com uma única escola beneficiária desde que esta última se situe em algum dos países dos PALOP

6)    A participação no Projecto ONE é feita, sob condição de ambas as escolas (escola doadora e beneficiária) promoverem uma sessão trimestral de e-learning na área científica, devendo os temas e as datas serem antecipadamente acordados entre os Pedagogos responsáveis pela aula

 7)    A cooperação tecnológica e científica será objecto de uma Carta de Princípios que deverá ser subscrita pelos Directores das escolas, doadora e beneficiária

8)    Todas as sessões deverão ser feitas em língua portuguesa

 9)    Todas as questões relacionadas com o Projecto, designadamente, a doação de equipamentos, obtenção de financiamento e parcerias serão geridas por uma associação de alunos grupo do Colégio Planalto com apoio da respectiva Direcção Pedagógica

 10)                       O Projecto ONE procurará, junto de parceiros privados e públicos, o apoio financeiro necessário para divulgar a iniciativa, replicá-la a nível nacional e criar veículos e instrumentos de comunicação (designadamente, sites, campanhas, vídeos, reuniões nas escolas, reuniões com o departamento de responsabilidade social de empresas tecnológicas e reuniões com as entidades responsáveis a nível governamental) e assegurar, de forma gratuita, o transporte dos bens doados entre Portugal e os PALOP

 11)                       No desenvolvimento do Projecto, serão promovidos objectivos complementares à iniciativa, designadamente, prever que a língua portuguesa figure nos sites das organizações internacionais, assegurar que o Estado português estará presente em todas as iniciativas, fóruns e reuniões sobre ciência, tecnologia e inovação em África, divulgar as conclusões dos resultados das sessões de e-learning promovida pelas escolas, incentivar o debate sobre temas prioritários, designadamente alterações climáticas, doenças regionais, gestão da água, o uso de IA e blockchain como sistemas de centralização da informação científica45407240_1581426448676389_r.jpeg
 12)                       Todo o projecto terá natureza voluntária por parte dos participantes

 13)                       A língua portuguesa deve ser uma língua de solidariedade e de partilha de conhecimento: “A ciência não está terminada até ser comunicada”

  O Projecto será divulgado a diversas  entidades privadas e públicas, com vista à sua participação, colaboração e financiamento.

 
Francisco Correia

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Francisco Correia 
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